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CAROS: “POR FRODO”

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  Tem sido frustrante o fato dos principais candidatos à Presidência da República se esquivarem das respostas sobre como atuarão frente as principais questões econômicas caso vençam a eleições de outubro próximo. Inflação fora da meta, taxa de juros estratosférica, tributação elevada e dúvida pública crescente, são pontos quase ignorados numa campanha caracterizada por difamar o adversário ao invés de propor e debater programas que abordem não só esses problemas como também os sociais, políticos e de igualdade e justiça que o Brasil possui atualmente. O avanço de 0,5% do PIB no 2º. trimestre combinado com a taxa de investimento de apenas 16,1% do produto interno bruto, projeta no final do ano, crescimento abaixo de 2%, e reforça que o modelo “gasto é vida” do Partido dos Trabalhadores se esgotou. São 381 empresas grandes pedindo recuperação judicial em 2026, somadas as 9 milhões de médias e pequenas com CNPJs negativados e mais 50% das famílias endividadas e sem condições de ...

CONFLITOS E MAIS INFLAÇÃO PARA 2027

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  (*) Balian As incertezas no rumo dos negócios em função das guerras e tarifas impostas pelo EUA não diminuem, somadas aos desajustes da economia brasileira e a polarização nas eleições para os principais cargos públicos programadas para outubro, tem dificultado o planejamento das organizações relativo ao alinhamento de vendas, produção e compras em todos os ramos de atividade. Se não bastasse essas adversidades, a Reforma Tributária teve sua largada dada em setembro de 2026 com a necessidade de as empresas optantes pelo Regime Tributário Simples definirem se vão migrar ou não para o Sistema Híbrido com pouca divulgação e esclarecimentos das autoridades competentes. A proposta da reforma introduz o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), ou seja, cinco impostos serão substituídos por dois IVAs: três tributos federais (PIS, Cofins e IPI) darão origem à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal e ICMS (estadual) e o ISS (municipal) serão unificados no form...

COMO VOCÊ SE POSICIONA FRENTE ÀS MUDANÇAS?

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  Parece ser da natureza humana resistir às mudanças. A primeira resposta é sempre um “não”, e estudos mostram a insegurança sobre o futuro como fator principal de se pensar ou fazer diferente algo se faz hoje. Quando se explica o porquê das alterações e suas consequências, as pessoas resistem menos e aceitam as mudanças. É um processo doloroso e se torna mais difícil numa sociedade onde o nível educacional é baixo e a cultura pelo aprendizado constante é fraca. Segundo dados do IBGE o Brasil possui 4,9% de analfabetos, cerca de 8,5 milhões de pessoas e mais 29% de analfabetos funcionais, isto é, três de cada dez brasileiros de 15 a 64 anos só conseguem ler palavras isoladas, frases curtas, ou apenas identificar números familiares, como contatos telefônicos, endereços e preços. Considerando os dois grupos, de uma população de 213 milhões de habitantes, 68 milhões de brasileiros, um em cada três, mal sabem ler e escrever e consequentemente possuem um desempenho no trabalho ins...

ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE ECONOMIA, INFARTO E NEGÓCIOS

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  (*) Balian Tem sido desalentador acompanhar a condução das políticas públicas a partir janeiro de 2022, quando o Presidente Lula tomou posse. Somado a esse fato, os três poderes, judiciário, legislativo e executivo, nunca estiveram tão desalinhados na condução de seus objetivos de justiça, segurança jurídica e qualidade de vida para os brasileiros, deixando todos perplexos e desapontados. O bom exemplo tem que vir de cima, o que não acontece, pois, toda semana “estouram” verdadeiros escanda-los de ordem econômica, social ou política. O foco aqui é a economia, mas respinga na política, pois a atual gestão faz tudo para se reeleger, sem qualquer preocupação com o bem público e a saúde econômica e financeira do país. Sua performance se caracteriza pelo descontrole fiscal, aumento da dívida pública e por juros elevados, inviabilizando cada vez mais a atividade produtiva, salvo para grupos empresariais muito próximos que estão se aproveitando da atual situação. O capitalis...

PRIORIZE A GESTÃO DE PORTIFÓLIO AO INVÉS DO CUSTO UNITÁRIO DE PRODUTOS E SERVIÇOS

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  (*) Balian Gestores de empresas de diversos setores e portes têm sido incentivados a priorizar o custo unitário de seus produtos e serviços, deixando em segundo plano a gestão do portfólio dessas ofertas. A justificativa está na variação de preços de matérias primas e serviços terceirizados e na cultura contábil voltada ao fisco e não às questões gerenciais de seu negócio. No entanto, o preço dado pelo mercado tem sido determinante, com exceção dos casos imperfeitos do lado dos produtores, como monopólios e oligopólios e dos consumidores, como monopsônios e oligopsônios. Determinar o custo, aplicar uma margem de lucro para se chegar no preço de venda que remunere o capital investido não é a realidade dos negócios há muito tempo. Ainda mais, para o cálculo do custo unitário, é necessário ratear os custos fixos e indiretos através de um critério, que por definição é subjetivo, arbitrário e questionável. Cada um levará a resultados diferentes, seja, por exemplo, hora-homem...

ÁGUAS DE MARÇO FECHANDO O VERÃO...

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  (*) Balian Se não bastasse as consequências do conflito EUA versus Irã com seus efeitos nos preços dos combustíveis, fertilizantes e produtos importados, os reflexos no governo brasileiro são preocupantes, pois ele parece atordoado, sem rumo, fruto da falta de um mínimo Plano de Desenvolvimento. Nesta altura do campeonato não há perspectivas favoráveis, uma vez que as irregularidades são imensas e as políticas públicas ineficazes. A subida dos preços dos transportes e a cópia de medidas para solucioná-la que não deram certo em momentos anteriores, trarão dificuldades ainda maiores para empresas e contribuintes ao longo desse ano. No final da gestão Lula3, a dívida pública deverá chegar a 80% do PIB e os juros anuais pagos superarão R$1trilhão de reais. Reduzir impostos, conceder subsídios ao diesel e tentar segurar os preços nas refinarias não elimina o choque, apenas o transfere dos preços para as contas públicas. No total, o custo deverá superar R$ 30 bilhões, que não...

MUDAR A JORNADA 6 X 1 É UMA QUESTÃO SUPER DELICADA NOS PAÍS EM DESENVOLVIMENTO

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  Alteração na jornada de trabalho deve ter um tratamento cuidadoso, seja num país desenvolvido, onde a população de analfabetos é mínima e possui formação em média dividida entre 45%/55% de cursos técnicos e superiores, ou em outro em desenvolvimento como o Brasil, que conta com 7% de analfabetos mais 22% de analfabetos funcionais. A relação da população qualificada é de 11%/16%, que somados a educação precária, taxas de juros e carga tributária elevadíssimas e reduzido investimento em pesquisa e desenvolvimento, menos de 3%, justificam a produtividade estagnada dos trabalhadores nacionais a décadas, com reflexos no crescimento do PIB e nível de qualidade de vida da população. Os números assustam, pois, um estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) estima que o custo do emprego formal aumentaria 25,1% ou R$ 178,8 bilhões, caso a jornada fosse reduzida para 36 horas semanais, para zerá-lo a produtividade teria que crescer 7,2% do dia para a noite. A medida provocaria redu...