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FAZER MAIS COM MENOS

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  (*) Balian Começa a ficar evidente para a sociedade a percepção e consequências do crescimento baixo do PIB na economia brasileira a vários anos. No início de 2026, a previsão era somente de 2%, hoje de 1,8%, e caindo em razão dos ganhos de produtividade serem irrelevantes e piora do nível de qualidade de vida da população. A menos do setor agrícola, onde o progresso é de 2,5% ao ano, os setores industrial e de serviços patinam a pelo menos duas décadas, com avanço insignificante de 0,1% ao ano. A tributação elevada, baixo nível educacional, falta de infraestrutura, pequena eficiência dos programas sociais e previdência social altamente deficitária, são problemas que precisam ser efetivamente solucionados pelo próximo governo, antes mesmo do usufruto pela sociedade das novas tecnologias, acordos comerciais, otimização de cadeias produtivas e da energia sustentável. São questões básicas encabeçadas pela reforma tributária, prevista para 2027, passa pelo investimento em edu...

POR QUE ESTOU COM PRESSA VOU DEVAGAR

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Uma das consequências da inflação além da redução do poder de compra, elevação da taxa de juros e queda no volume de exportações é a dificuldade de se planejar a médio e longo prazo, em função dos valores contratados se alterarem continuamente devido a depreciação da moeda. É possível se programar para realizar projetos, comprar ou vender produtos e serviços sem surpresas, somente se os montantes não se modificarem nos períodos seguintes, caso contrário, prevalece a incerteza e o negócio dificilmente de concretiza. O Brasil passou por longo período de sua história convivendo com preços descontrolados, realidade que afetou gerações e consequentemente a capacidade de planificação de seus executivos que infelizmente parece predominar nos tempos atuais. O Plano Real a partir de 1994 devolveu aos setores público e privado a condição de se arquitetar e já se fazem 32 anos, através dos quais pode-se vender, adquirir um bem com prestações fixas ou executar uma obra pública ou privada med...

A DIFÍCIL TAREFA DO BANCO CENTRAL DE REMAR CONTRA A CORRENTEZA

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  (*) Balian O Banco Central – Bacen - não tem tido vida fácil em sua tarefa de trazer a inflação para o centro da meta de 3% determinada pelo Conselho Monetário Nacional CMN. Desde que assumiu, o Presidente Lula deixou em 2º. plano o equilíbrio fiscal, a redução da inflação e da dívida pública em detrimento a um virtuoso crescimento econômico que não ocorreu. Com o fim da obrigatoriedade do Teto de Gastos e a injeção de R$ 240 bilhões de reais na economia ao longo de seus anos de mandato, o resultado tem sido decepcionante, ou seja, (i) crescimento médio anual do PIB de minúsculos 2%, (ii) inflação fora da meta, (iii) taxa de juros real acima de 8% ao ano, (iv) recorde de endividamento e inadimplência de famílias e empresas e (v) dívida pública ultrapassando a 80% do PIB. Do lado positivo a taxa de desemprego tem batido recorde em 5,4% e mesmo assim, o índice de reprovação do governo é de 55%, refletidos na falta da segurança pública e jurídica, alta alavancagem das empres...

GESTÃO DE PROJETOS E CULTURA ORGANIZACIONAL: AMEAÇA OU OPORTUNIDADE?

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  Começar e terminar um projeto não é tarefa fácil para uma organização, pois os problemas são inúmeros, desde falta de pessoal, recursos físicos e tecnológicos, além das questões regulatórias e ambientais.   Uma barreira significativa é a cultura organizacional tanto no âmbito público como privado, pois envolve a capacidade de gestão do (s) executivo (s).   No setor público, os números são assustadores, no final de 2022, tínhamos 8,6 mil obras paralisadas e no ano seguinte no mesmo período 11 mil. Do novo PAC/2023, de 11.656 novas obras, 5.666 (49%) estão em “ação preparatória”, isto é, paradas, sem início. Cerca de 50% de todas as construções financiadas com recursos federais estão travadas. O prejuízo é de R$ 15,9 bilhões de reais investidos em estruturas que não foram concluídas. Falta planejamento, execução e controle. No setor privado, é raro identificar empresas sem projetos interrompidos e que a cultura organizacional não tenha papel relevante nesse p...

CAROS: “POR FRODO”

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  Tem sido frustrante o fato dos principais candidatos à Presidência da República se esquivarem das respostas sobre como atuarão frente as principais questões econômicas caso vençam a eleições de outubro próximo. Inflação fora da meta, taxa de juros estratosférica, tributação elevada e dúvida pública crescente, são pontos quase ignorados numa campanha caracterizada por difamar o adversário ao invés de propor e debater programas que abordem não só esses problemas como também os sociais, políticos e de igualdade e justiça que o Brasil possui atualmente. O avanço de 0,5% do PIB no 2º. trimestre combinado com a taxa de investimento de apenas 16,1% do produto interno bruto, projeta no final do ano, crescimento abaixo de 2%, e reforça que o modelo “gasto é vida” do Partido dos Trabalhadores se esgotou. São 381 empresas grandes pedindo recuperação judicial em 2026, somadas as 9 milhões de médias e pequenas com CNPJs negativados e mais 50% das famílias endividadas e sem condições de ...

CONFLITOS E MAIS INFLAÇÃO PARA 2027

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  (*) Balian As incertezas no rumo dos negócios em função das guerras e tarifas impostas pelo EUA não diminuem, somadas aos desajustes da economia brasileira e a polarização nas eleições para os principais cargos públicos programadas para outubro, tem dificultado o planejamento das organizações relativo ao alinhamento de vendas, produção e compras em todos os ramos de atividade. Se não bastasse essas adversidades, a Reforma Tributária teve sua largada dada em setembro de 2026 com a necessidade de as empresas optantes pelo Regime Tributário Simples definirem se vão migrar ou não para o Sistema Híbrido com pouca divulgação e esclarecimentos das autoridades competentes. A proposta da reforma introduz o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), ou seja, cinco impostos serão substituídos por dois IVAs: três tributos federais (PIS, Cofins e IPI) darão origem à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal e ICMS (estadual) e o ISS (municipal) serão unificados no form...

COMO VOCÊ SE POSICIONA FRENTE ÀS MUDANÇAS?

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  Parece ser da natureza humana resistir às mudanças. A primeira resposta é sempre um “não”, e estudos mostram a insegurança sobre o futuro como fator principal de se pensar ou fazer diferente algo se faz hoje. Quando se explica o porquê das alterações e suas consequências, as pessoas resistem menos e aceitam as mudanças. É um processo doloroso e se torna mais difícil numa sociedade onde o nível educacional é baixo e a cultura pelo aprendizado constante é fraca. Segundo dados do IBGE o Brasil possui 4,9% de analfabetos, cerca de 8,5 milhões de pessoas e mais 29% de analfabetos funcionais, isto é, três de cada dez brasileiros de 15 a 64 anos só conseguem ler palavras isoladas, frases curtas, ou apenas identificar números familiares, como contatos telefônicos, endereços e preços. Considerando os dois grupos, de uma população de 213 milhões de habitantes, 68 milhões de brasileiros, um em cada três, mal sabem ler e escrever e consequentemente possuem um desempenho no trabalho ins...