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PRIORIZE A GESTÃO DE PORTIFÓLIO AO INVÉS DO CUSTO UNITÁRIO DE PRODUTOS E SERVIÇOS

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  (*) Balian Gestores de empresas de diversos setores e portes têm sido incentivados a priorizar o custo unitário de seus produtos e serviços, deixando em segundo plano a gestão do portfólio dessas ofertas. A justificativa está na variação de preços de matérias primas e serviços terceirizados e na cultura contábil voltada ao fisco e não às questões gerenciais de seu negócio. No entanto, o preço dado pelo mercado tem sido determinante, com exceção dos casos imperfeitos do lado dos produtores, como monopólios e oligopólios e dos consumidores, como monopsônios e oligopsônios. Determinar o custo, aplicar uma margem de lucro para se chegar no preço de venda que remunere o capital investido não é a realidade dos negócios há muito tempo. Ainda mais, para o cálculo do custo unitário, é necessário ratear os custos fixos e indiretos através de um critério, que por definição é subjetivo, arbitrário e questionável. Cada um levará a resultados diferentes, seja, por exemplo, hora-homem...

ÁGUAS DE MARÇO FECHANDO O VERÃO...

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  (*) Balian Se não bastasse as consequências do conflito EUA versus Irã com seus efeitos nos preços dos combustíveis, fertilizantes e produtos importados, os reflexos no governo brasileiro são preocupantes, pois ele parece atordoado, sem rumo, fruto da falta de um mínimo Plano de Desenvolvimento. Nesta altura do campeonato não há perspectivas favoráveis, uma vez que as irregularidades são imensas e as políticas públicas ineficazes. A subida dos preços dos transportes e a cópia de medidas para solucioná-la que não deram certo em momentos anteriores, trarão dificuldades ainda maiores para empresas e contribuintes ao longo desse ano. No final da gestão Lula3, a dívida pública deverá chegar a 80% do PIB e os juros anuais pagos superarão R$1trilhão de reais. Reduzir impostos, conceder subsídios ao diesel e tentar segurar os preços nas refinarias não elimina o choque, apenas o transfere dos preços para as contas públicas. No total, o custo deverá superar R$ 30 bilhões, que não...

MUDAR A JORNADA 6 X 1 É UMA QUESTÃO SUPER DELICADA NOS PAÍS EM DESENVOLVIMENTO

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  Alteração na jornada de trabalho deve ter um tratamento cuidadoso, seja num país desenvolvido, onde a população de analfabetos é mínima e possui formação em média dividida entre 45%/55% de cursos técnicos e superiores, ou em outro em desenvolvimento como o Brasil, que conta com 7% de analfabetos mais 22% de analfabetos funcionais. A relação da população qualificada é de 11%/16%, que somados a educação precária, taxas de juros e carga tributária elevadíssimas e reduzido investimento em pesquisa e desenvolvimento, menos de 3%, justificam a produtividade estagnada dos trabalhadores nacionais a décadas, com reflexos no crescimento do PIB e nível de qualidade de vida da população. Os números assustam, pois, um estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) estima que o custo do emprego formal aumentaria 25,1% ou R$ 178,8 bilhões, caso a jornada fosse reduzida para 36 horas semanais, para zerá-lo a produtividade teria que crescer 7,2% do dia para a noite. A medida provocaria redu...

JUROS ALTOS E SEUS EFEITOS NEGATIVOS AO LONGO DO TEMPO

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Na medida em que a inflação demora para convergir ao centro da meta de 3% ao ano, seja pelas condições internas ou externas adversas, seus efeitos ao longo do tempo têm sido devastadores para a economia como um todo, isto é, para o governo, empresas e famílias. Para combatê-la o BACEN subiu a taxa de juros e o pico atingiu 15% ao ano em junho/25 e deverá manter-se nesse patamar até março/26, quando dará início ao processo de redução de forma lenta e gradual. A economia terá que conviver com juros elevados e suas consequências negativas por um longo período ainda, isto é, altíssimas despesas financeiras pagas nas operações de crédito de pessoas físicas e jurídicas e rendimentos dos títulos públicos desembolsados pelo governo. Em 2025, fruto de sua irresponsabilidade fiscal do governo, a dívida pública total chegou a R$ 10,0 trilhões de reais e foram pagos mais e R$ 1,0 trilhão de reais de juros, 7,88% do PIB. Imagine parte significativa desse valor sendo investido na infraestrutur...

UMA SUGESTÃO PARA 2026: O GERENCIAMENTO DO TRIPÉ ENTRE FATURAMENTO, CAPITAL DE GIRO E PRODUTIVIDADE

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Diz-se, que a administração de empresas é a ciência do óbvio, fato que corroboro totalmente, no entanto, a dificuldade está em superar as resistências internas e tomar as decisões mais assertivas nas organizações. O ano de 2026 será atípico, com juros reais de 10%, eleições, copa do mundo e muitos feriados caindo em dias letivos espalhados ao longo do ano. A vida das organizações não será fácil e propomos para minimizar as adversidades um tripé de fundamentos que facilite a gestão baseado no equilíbrio entre a evolução do (i) faturamento , concomitante com nível de (ii) capital de giro e ganhos de (iii) produtividade fabril . O objetivo principal de todo executivo é maximizar a riqueza dos acionistas e a boa gestão desse tripé poderá contribuir de maneira efetiva para esse fim. Com relação ao (i) faturamento, nem sempre seu avanço vem acompanhado de rentabilidade adicional dos produtos e serviços. A empresa sabe vender? Isto é, possui processo detalhado desde a captação dos c...

A GESTÃO DA POLÍTICA FISCAL PRECISA SER LEVADA MAIS A SÉRIO PELO GOVERNO FEDERAL

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(*) Balian É sabido de todos que quanto mais se adia a solução de um problema, sua solução fica mais difícil, demorada e cara para o responsável. Os três poderes constituintes da república, executivo, legislativo e judiciário, sob a liderança do executivo, têm sido negligentes com a política fiscal, na medida em que ora excluem, ora validam despesas do cálculo do arcabouço e consequentemente aumentam o valor da dívida pública sem o menor constrangimento social. O mercado está inseguro, pois em outubro, a dívida chegou a R$ 9,9 trilhões de reais, 78,6% do PIB, cresceu 11 pontos porcentuais no governo Lula 3 e os agentes econômicos naturalmente para compra de papéis postulam juros mais elevados e prazos menores. A remuneração média gira em torno de 19% ao ano e o prazo médio de vencimento é de 4,14 anos. Só de juros acumulados até outubro foram gastos R$ 987,2 bilhões de reais, 9,88% do PIB. É bom lembrar que cerca de 25% da dívida vence em 2026, ano de eleições, copa do mundo e inúme...

ATÉ QUANDO VAMOS EMPURRAR OS PROBLEMAS COM A BARRIGA (II)?

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  (*) Balian No artigo (I), foi abordada a 1ª. questão relacionada a perda de tempo e a forma com os gestores públicos brasileiros preferem postergar e tomar medidas paliativas na resolução de problemas ao invés de solucioná-los de forma definitiva, relativa à Armadilha de Crescimento Baixo que o Brasil enfrenta a mais de duas décadas. Nesse artigo, será abordada uma 2ª. questão, o enorme DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA SOCIAL sem perspectiva de solução. Atualmente, temos cerca de 103 milhões de pessoas trabalhando, um recorde, no entanto, somente 45% com carteira assinada, 15% sem carteira assinada e 40% na informalidade. Do lado positivo, são 40 milhões de trabalhadores registrados, a massa salarial é cerca de R$ 355 bilhões de reais com rendimento médio de R$ 3.502. O desemprego está em 5,6%, correspondente a 6,1 milhões de pessoas, marcas históricas mínimas. Do lado negativo, 55% de quem trabalha contribui pouco ou quase nada para a previdência social. Para piorar a situação,...