Postagens

Mostrando postagens com o rótulo sustentabilidade

A DIFÍCIL TAREFA DO BANCO CENTRAL DE REMAR CONTRA A CORRENTEZA

Imagem
  (*) Balian O Banco Central – Bacen - não tem tido vida fácil em sua tarefa de trazer a inflação para o centro da meta de 3% determinada pelo Conselho Monetário Nacional CMN. Desde que assumiu, o Presidente Lula deixou em 2º. plano o equilíbrio fiscal, a redução da inflação e da dívida pública em detrimento a um virtuoso crescimento econômico que não ocorreu. Com o fim da obrigatoriedade do Teto de Gastos e a injeção de R$ 240 bilhões de reais na economia ao longo de seus anos de mandato, o resultado tem sido decepcionante, ou seja, (i) crescimento médio anual do PIB de minúsculos 2%, (ii) inflação fora da meta, (iii) taxa de juros real acima de 8% ao ano, (iv) recorde de endividamento e inadimplência de famílias e empresas e (v) dívida pública ultrapassando a 80% do PIB. Do lado positivo a taxa de desemprego tem batido recorde em 5,4% e mesmo assim, o índice de reprovação do governo é de 55%, refletidos na falta da segurança pública e jurídica, alta alavancagem das empres...

MUDAR A JORNADA 6 X 1 É UMA QUESTÃO SUPER DELICADA NOS PAÍS EM DESENVOLVIMENTO

Imagem
  Alteração na jornada de trabalho deve ter um tratamento cuidadoso, seja num país desenvolvido, onde a população de analfabetos é mínima e possui formação em média dividida entre 45%/55% de cursos técnicos e superiores, ou em outro em desenvolvimento como o Brasil, que conta com 7% de analfabetos mais 22% de analfabetos funcionais. A relação da população qualificada é de 11%/16%, que somados a educação precária, taxas de juros e carga tributária elevadíssimas e reduzido investimento em pesquisa e desenvolvimento, menos de 3%, justificam a produtividade estagnada dos trabalhadores nacionais a décadas, com reflexos no crescimento do PIB e nível de qualidade de vida da população. Os números assustam, pois, um estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) estima que o custo do emprego formal aumentaria 25,1% ou R$ 178,8 bilhões, caso a jornada fosse reduzida para 36 horas semanais, para zerá-lo a produtividade teria que crescer 7,2% do dia para a noite. A medida provocaria redu...

UMA SUGESTÃO PARA 2026: O GERENCIAMENTO DO TRIPÉ ENTRE FATURAMENTO, CAPITAL DE GIRO E PRODUTIVIDADE

Imagem
Diz-se, que a administração de empresas é a ciência do óbvio, fato que corroboro totalmente, no entanto, a dificuldade está em superar as resistências internas e tomar as decisões mais assertivas nas organizações. O ano de 2026 será atípico, com juros reais de 10%, eleições, copa do mundo e muitos feriados caindo em dias letivos espalhados ao longo do ano. A vida das organizações não será fácil e propomos para minimizar as adversidades um tripé de fundamentos que facilite a gestão baseado no equilíbrio entre a evolução do (i) faturamento , concomitante com nível de (ii) capital de giro e ganhos de (iii) produtividade fabril . O objetivo principal de todo executivo é maximizar a riqueza dos acionistas e a boa gestão desse tripé poderá contribuir de maneira efetiva para esse fim. Com relação ao (i) faturamento, nem sempre seu avanço vem acompanhado de rentabilidade adicional dos produtos e serviços. A empresa sabe vender? Isto é, possui processo detalhado desde a captação dos c...

A GESTÃO DA POLÍTICA FISCAL PRECISA SER LEVADA MAIS A SÉRIO PELO GOVERNO FEDERAL

Imagem
(*) Balian É sabido de todos que quanto mais se adia a solução de um problema, sua solução fica mais difícil, demorada e cara para o responsável. Os três poderes constituintes da república, executivo, legislativo e judiciário, sob a liderança do executivo, têm sido negligentes com a política fiscal, na medida em que ora excluem, ora validam despesas do cálculo do arcabouço e consequentemente aumentam o valor da dívida pública sem o menor constrangimento social. O mercado está inseguro, pois em outubro, a dívida chegou a R$ 9,9 trilhões de reais, 78,6% do PIB, cresceu 11 pontos porcentuais no governo Lula 3 e os agentes econômicos naturalmente para compra de papéis postulam juros mais elevados e prazos menores. A remuneração média gira em torno de 19% ao ano e o prazo médio de vencimento é de 4,14 anos. Só de juros acumulados até outubro foram gastos R$ 987,2 bilhões de reais, 9,88% do PIB. É bom lembrar que cerca de 25% da dívida vence em 2026, ano de eleições, copa do mundo e inúme...

ATÉ QUANDO VAMOS EMPURRAR OS PROBLEMAS COM A BARRIGA (II)?

Imagem
  (*) Balian No artigo (I), foi abordada a 1ª. questão relacionada a perda de tempo e a forma com os gestores públicos brasileiros preferem postergar e tomar medidas paliativas na resolução de problemas ao invés de solucioná-los de forma definitiva, relativa à Armadilha de Crescimento Baixo que o Brasil enfrenta a mais de duas décadas. Nesse artigo, será abordada uma 2ª. questão, o enorme DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA SOCIAL sem perspectiva de solução. Atualmente, temos cerca de 103 milhões de pessoas trabalhando, um recorde, no entanto, somente 45% com carteira assinada, 15% sem carteira assinada e 40% na informalidade. Do lado positivo, são 40 milhões de trabalhadores registrados, a massa salarial é cerca de R$ 355 bilhões de reais com rendimento médio de R$ 3.502. O desemprego está em 5,6%, correspondente a 6,1 milhões de pessoas, marcas históricas mínimas. Do lado negativo, 55% de quem trabalha contribui pouco ou quase nada para a previdência social. Para piorar a situação,...

SONHO E REALIDADE

Imagem
  Com a manutenção da Selic em 15%, somados aos efeitos negativos da política comercial norte americana e a leve alta na aprovação do governo, o Presidente Lula poderia aproveitar o momento e adotar o PEF - Programa Estratégico Fiscal 2030. O ajuste estrutural seria da ordem de 3% do PIB, cerca de R$ 380 bilhões a preços atuais, a partir do déficit primário esperado para 2025 de 0,6% do PIB. Desta forma, seria possível estabilizar a DBGG - Dívida Bruta do Governo Geral em 80% do PIB, com geração de superávit primário de 2,4%, redução da taxa real de juros dos atuais 9% para 5% ao ano para seu financiamento e propiciar um crescimento sustentável do PIB de 2% ao ano com inflação dentro da meta. O Programa e sua implementação efetiva, recuperariam a credibilidade do governo perante o mercado financeiro e toda sociedade criando os alicerces para a derrubada da inflação e sua tão sonhada reeleição. Os números impressionam, exigiriam um plano de governo, com fixação de metas, prioridade...

ERRAR É HUMANO, MAS PERSISTIR NO ERRO É DESUMANO

Imagem
  O combate à inflação em países emergentes não tem sido tarefa fácil, ora por falta de conhecimento das medidas para conter o aumento de preços, ora por falta de vontade política em adotá-las. No caso brasileiro, possuímos um presidente populista, politicamente debilitado, sem foco e plano de desenvolvimento para o país. Sua preocupação principal está em se reeleger, o que dificulta ainda mais a solução do problema e suas consequências. Os interesses do Brasil parecem que estão em segundo plano, frente ao ego pessoal de alguém que já de u importante contribuição para o país e que hoje está sem rumo e deveria dar lugar a outro. A falta de conhecimento não é a justificativa apesar da formação em direito do Ministro Fernando Haddad da Fazenda, uma vez que o segundo escalão dos Ministérios da Fazenda e Planejamento é composto por diretores e técnicos com formação e competências comprovadas, e que podem e devem auxiliá-lo. As contribuições do Banco Central também não podem ser ignora...

GESTÃO DE PORTIFÓLIO: ESTRATÉGIAS PARA RESULTADOS DE ALTA PERFORMANCE

Imagem
Carga tributária e taxas de juros nas alturas, governo sem projeto de desenvolvimento para o país e turbulências externas são alguns dos fatores que tem contribuído para dificultar a gestão das organizações brasileiras sejam elas industriais, comerciais ou prestadoras de serviços. No contexto turbulento dos dias atuais, a gestão de portifólio de produtos assume papel relevante no dia a dia dos executivos pressionados cada vez mais por rentabilidade e participação de mercado crescentes. Destacamos aqui, três pontos que se bem trabalhados fornecem dados para que os gestores possam tomar decisões mais assertivas envolvendo as áreas comercial e financeira. São eles:       1º. Otimização de Mix de Produtos. As práticas modernas de gestão propõem que não se rateie os custos indiretos aos produtos e apenas se apure sua margem sobre os custos diretos. Essa é a Margem de Contribuição , de modo que todos os produtos que obtém resultado positivo ajudem para pagar os cust...

CRESCIMENTO DO PIB X QUALIDADE DE VIDA: ALTOE E BAIXOS

Imagem
  Na medida em que a sociedade brasileira evolui, principalmente pós pandemia COVID-19, cada vez mais questões relacionadas à saúde mental, relacionamento social e qualidade de vida tem se destacado no dia a dia das pessoas. Os governos de maneira geral têm encontrado dificuldades em trabalhar essas questões e em muitos países estão perdidos na elaboração de políticas públicas que melhorem o bem-estar da sociedade, priorizando o crescimento em detrimento ao desenvolvimento. A grande meta do governo como gestor é a de melhorar o padrão e a qualidade de vida da população. Para tanto, deve priorizar investimentos no tripé educação, saúde e transporte sem deixar de lado a segurança pública. O PIB crescer´, isto é, mais produtos e serviços consumidos é condição necessária, mas não suficiente para atingir esse objetivo, pois somente com geração de empregos, inflação sob controle, renda bem distribuída e ganhos de produtividade na produção e serviços, pode-se caminhar na direção e a...

ARMADILHA DA RENDA MÉDIA: ENTRAVES E PERPSPECTIVAS

Imagem
  (*) Prof. Balian Segundo o Banco Mundial, diversos países caíram na armadilha da renda per capta média, isto é, entre US$ 1 mil e US$ 14 mil, e não conseguem sair, pois é necessário passar por duas fases distintas e difíceis em suas economias: de infusão e inovação. Para que ocorra a infusão são necessários (i) um clima favorável não só de investimentos como propício a novas ideias; (ii) disponibilidade de pessoal qualificado, e: (iii) políticas públicas que estimulem empresas a captarem e incorporarem tecnologias de ponta. No caso da inovação é indispensável: (i) disponibilidade de profissionais talentosos, e; (ii) instituições e políticas públicas que estimulem a produtividade e abertura da economia. No Brasil, dois históricos de empecilhos têm dificultado a evolução dessas fases para se atingir a renda per capta alta, entre US$ 14 mil e US$ 31 mil: (i) a qualidade da educação é sofrível e a disponibilidade de pessoal qualificado é limitada; (ii) as instituições e políticas p...

VALOR DA TROCA PELO VALOR DE USO

Imagem
  (*) Prof. Balian A preocupação com a preservação do meio ambiente não é novidade no planeta seja para empresas, consumidores, entidades públicas ou não governamentais. De um lado, perturbações climáticas têm sido constantes, provocando secas, enchentes, tufões e temperaturas extremas em todas as partes do planeta e de outro, as medidas que o homem tem tomado para resolver esse problema não tem surtido efeito esperado. A base da ciência econômica é a escassez, ou seja, os recursos são limitados frente as necessidades sempre crescentes do ser humano. Algumas considerações podem ser feitas com o intuito não só de colaborar como também para reduzir a degradação ambiental e melhorar a qualidade de vida da população com consumo mais racional de bens e serviços. A primeira seria a troca da busca incessante do crescimento pelo desenvolvimento econômico. Ao invés de produzir mais, optaríamos por melhorar a qualidade do que é feito, obtendo ganhos reais nas áreas de saúde, educação, trans...