ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE ECONOMIA, INFARTO E NEGÓCIOS

 


(*) Balian

Tem sido desalentador acompanhar a condução das políticas públicas a partir janeiro de 2022, quando o Presidente Lula tomou posse.

Somado a esse fato, os três poderes, judiciário, legislativo e executivo, nunca estiveram tão desalinhados na condução de seus objetivos de justiça, segurança jurídica e qualidade de vida para os brasileiros, deixando todos perplexos e desapontados.

O bom exemplo tem que vir de cima, o que não acontece, pois, toda semana “estouram” verdadeiros escanda-los de ordem econômica, social ou política.

O foco aqui é a economia, mas respinga na política, pois a atual gestão faz tudo para se reeleger, sem qualquer preocupação com o bem público e a saúde econômica e financeira do país.

Sua performance se caracteriza pelo descontrole fiscal, aumento da dívida pública e por juros elevados, inviabilizando cada vez mais a atividade produtiva, salvo para grupos empresariais muito próximos que estão se aproveitando da atual situação.

O capitalismo de amigos é o que prevalece em nome de uma política esquerdista, enquanto a classe média e os trabalhadores sofrem com o preço dos alimentos e endividamento.

Aumentar impostos em nome da justiça social é um disparate, equivalente a considerar gasto como investimento. Esperava-se a repetição do governo Lula1, ganhamos de presente o Dilma3 com os problemas se agravando continuadamente e resultado conhecido.

Em um ano no país, 1,5 milhão de novas empresas ficaram inadimplentes, totalizando em abril de 2026, 9 milhões de CNPJs negativados. Segundo a base de dados do Serasa Experian, o total de dívida negativada no período alcançou o pico de R$ 220,9 bilhões.

Em média, cada empresa possui 7,1 contas sem pagar, dívida de R$ 24.665,01 e tíquete de R$ 3,468,99.

O estudo levou em conta também outras 282 empresas com ações listadas na Bolsa e os estragos dos juros elevados pressionando o caixa mostrou que 23% têm alavancagem entre três e seis vezes a relação dívida líquida/lucro e 24% com alavancagem acima de seis vezes, indicando risco elevado de ambos os grupos ficarem inadimplentes.

Segundo Ricardo Lacerda, sócio fundador do banco de investimento BR Partners ,“há um risco muito alto para sobrevivência de várias empresas no Brasil e de uma crise mais ampla de crédito, no cenário precificado pelo mercado de juro elevado por um período indefinido de tempo”.

Segundo ele, há uma espiral negativa muito forte na economia, na medida em que as dificuldades de sobrevivência das organizações é cada vez maior, tirando margem de manobra nas negociações de seus passivos, capacidade de alavancagem e de investimento.

A alternativa plausível passa pelo plano de ajuste fiscal que permita que o Brasil tenha juro nominal e real de um dígito para que a economia fique menos dependente da política monetária e recupere sua capacidade de investimento.

Pode-se fazer uma analogia a uma pessoa que fuma e bebe demais, leva uma vida sedentária e têm excesso de peso. É alertada constantemente por familiares e amigos que sua saúde não vai bem, mas simplesmente não “dá bola” pois não sente nada, acreditando ser imune a todo e qualquer mal.

Passado um curto período, de repente tem um infarto, se desespera e para se recuperar terá que tomar medidas duras que sempre recusou a adotá-las.   

 O dia “D” se aproxima e será 25 de outubro de 2026.

(*) Prof. Dr. Jose Eduardo Amato Balian

 Consultor empresarial

www.itdi.com.br

 jbalian@uol. com.br

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