COMO VOCÊ SE POSICIONA FRENTE ÀS MUDANÇAS?
Parece
ser da natureza humana resistir às mudanças. A primeira resposta é sempre um “não”,
e estudos mostram a insegurança sobre o futuro como fator principal de se pensar
ou fazer diferente algo se faz hoje.
Quando
se explica o porquê das alterações e suas consequências, as pessoas resistem
menos e aceitam as mudanças. É um processo doloroso e se torna mais difícil numa
sociedade onde o nível educacional é baixo e a cultura pelo aprendizado
constante é fraca.
Segundo
dados do IBGE o Brasil possui 4,9% de analfabetos, cerca de 8,5 milhões de
pessoas e mais 29% de analfabetos funcionais, isto é, três de cada dez
brasileiros de 15 a 64 anos só conseguem ler palavras isoladas, frases curtas,
ou apenas identificar números familiares, como contatos telefônicos, endereços
e preços.
Considerando
os dois grupos, de uma população de 213 milhões de habitantes, 68 milhões de brasileiros,
um em cada três, mal sabem ler e escrever e consequentemente possuem um
desempenho no trabalho insatisfatório.
O
país tem cerca de 20 milhões de famílias em médias com 4 integrantes cada, as
quais se beneficiam dos programas sociais do governo, isto é, 80 milhões de
cidadãos, 37,6% do total é total ou parcialmente dependentes das políticas
públicas para sobreviver.
Pode-se
dizer que uma parcela se acomoda, prefere viver fazendo “bicos”, ao invés de
trabalhar formalmente, via CLT ou MEI, a perder as benesses oferecidas pelo
governo.
Em
2025, 1,2 milhões de vagas formais não foram preenchidas por falta de ambição e
qualificação profissional. Faz refletir que a cultura do assistencialismo se
sobressai a do empreendedorismo e meritocracia na vida pessoal e profissional dos
indivíduos.
Daí
a dificuldade de sair da polarização política entre o lulismo e bolsonarismo. Será
que queremos mudar e escolher uma terceira opção? Ponderada e que coloque os
interesses do país na frente das ambições pessoais.
O
desafio é grande, uma vez que a situação fiscal se deteriora a cada dia e para revertê-la
exige uma postura diferente da acomodação atual do executivo, legislativo e judiciário.
O
verdadeiro líder faz o que é certo e não o que agrada a “gregos e troianos”. O
PT insiste que “gasto é vida” está levando o País à bancarrota e resiste a mudar
e aceitar que na verdade poupança e investimento é que darão vida longa e
próspera aos cidadãos brasileiros.
Até
quando os problemas oriundos dos gargalos na infraestrutura de transporte, distribuição
de energia, educação e saúde serão empurrados com a barriga como é feito a anos?
Os
três poderes relutam a acompanhar as mudanças da sociedade que almeja
empreender, ter horário flexível, trabalhar em várias empresas, consumir cada
vez mais produtos e serviços on-line, usufruir da tecnologia de ponta no dia a
dia e dispor de uma legislação trabalhista condizente com essa realidade.
Para
reverter esse quadro o país precisa que jovens, trabalhadores, empresários,
idosos e gestores públicos pensem de outra forma, tenham foco, força e fé, e visualizem
como deverá o Brasil em 2050, trabalhem nessa direção e não queiram reproduzir
um modelo que não dá certo desde 1950.
E
você, como se posiciona frente as mudanças?
(*)
Prof. Dr. Jose Eduardo Amato Balian
Consultor empresarial
jbalian@uol. com.br

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