CAROS: “POR FRODO”

 


Tem sido frustrante o fato dos principais candidatos à Presidência da República se esquivarem das respostas sobre como atuarão frente as principais questões econômicas caso vençam a eleições de outubro próximo.

Inflação fora da meta, taxa de juros estratosférica, tributação elevada e dúvida pública crescente, são pontos quase ignorados numa campanha caracterizada por difamar o adversário ao invés de propor e debater programas que abordem não só esses problemas como também os sociais, políticos e de igualdade e justiça que o Brasil possui atualmente.

O avanço de 0,5% do PIB no 2º. trimestre combinado com a taxa de investimento de apenas 16,1% do produto interno bruto, projeta no final do ano, crescimento abaixo de 2%, e reforça que o modelo “gasto é vida” do Partido dos Trabalhadores se esgotou.

São 381 empresas grandes pedindo recuperação judicial em 2026, somadas as 9 milhões de médias e pequenas com CNPJs negativados e mais 50% das famílias endividadas e sem condições de pagar seus compromissos em dia. É um quadro sombrio e essa conta vai chegar apesar do índice baixíssimo de desemprego de 5,3%.

Quando uma empresa grande, líder de mercado não paga seus fornecedores desencadeia um efeito multiplicador no mercado com consequências devastadoras para as médias, pequenas e seus trabalhadores.

Tem sido de dois pesos e duas medidas a política de crédito das instituições financeiras, de um lado, super rigorosas com as médias e pequenas na liberação dos recursos e de outro, benevolentes com as grandes, o desfecho tem sido o nível de endividamento altíssimo de ambas.  

Os Presidentes Lula e Bolsonaro deram sua contribuição e tiveram papel importante na história, seria uma injustiça muito grande negar isso.

Todavia, o país precisa de sangue novo e o diagnóstico é sabido por todos, através da redução do tamanho do Estado com corte de gastos, obtenção de superávit primário que estabilize a dívida pública e gere recursos para investimento na infraestrutura, além dos processos de privatizações, parcerias-público privadas e das reformas administrativa e política para dar agilidade ao gestor.

O próximo Presidente precisa ter antes de tudo vontade política e promover uma guinada de 180º. na história brasileira, por a mão na ferida, resolver problemas e não os empurrar com a barriga como tem sido feito a décadas. 

Pode-se fazer uma analogia do momento atual ao filme: Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, quando Aragon liderava o exército dos HOMENS numa batalha suicida cercado de ORCS e para motivar seus soldados disse: “POR FRODO”, herói que lutava sozinho na Montanha da Perdição para conseguir queimar o ANEL, pois este representava as forças negativas para a sobrevivência da raça humana e conseguiu, salvando a todos.

É o que precisamos, Caros: “POR FRODO”.

 

(*) Prof. Dr. Jose Eduardo Amato Balian

 Consultor empresarial

www.itdi.com.br

 jbalian@uol. com.br

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