GESTÃO DE PROJETOS E CULTURA ORGANIZACIONAL: AMEAÇA OU OPORTUNIDADE?

 


Começar e terminar um projeto não é tarefa fácil para uma organização, pois os problemas são inúmeros, desde falta de pessoal, recursos físicos e tecnológicos, além das questões regulatórias e ambientais.

 

Uma barreira significativa é a cultura organizacional tanto no âmbito público como privado, pois envolve a capacidade de gestão do (s) executivo (s).

 

No setor público, os números são assustadores, no final de 2022, tínhamos 8,6 mil obras paralisadas e no ano seguinte no mesmo período 11 mil. Do novo PAC/2023, de 11.656 novas obras, 5.666 (49%) estão em “ação preparatória”, isto é, paradas, sem início.

Cerca de 50% de todas as construções financiadas com recursos federais estão travadas. O prejuízo é de R$ 15,9 bilhões de reais investidos em estruturas que não foram concluídas. Falta planejamento, execução e controle.

No setor privado, é raro identificar empresas sem projetos interrompidos e que a cultura organizacional não tenha papel relevante nesse processo.

Por cultura organizacional, pode-se entender como um conjunto de valores, crenças, normas e comportamentos que definem a identidade e a personalidade da empresa. Determina o jeito de ser e de fazer as coisas em uma organização, orientando como seus funcionários devem pensam, interagir e tomar decisões no dia a dia.

Uma questão comum é quando surge uma barreira difícil de ser transposta num programa em andamento e ele acaba suspenso sem justificativa plausível, levando a empresa a ter prejuízo.

A cultura organizacional pode-se tornar poderosa alavanca para o crescimento ou um empecilho à estratégia de maior participação de mercado e retorno aos acionistas. É algo que precisa ser trabalhado todos os dias para dar resultados esperados.

O projeto inacabado desestimula a equipe hoje e amanhã para enfrentar novos desafios, isto é, no desenvolvimento de produtos, nas formas de se produzir, vender, comprar e no limite, sua própria sobrevivência.

Encerrar um programa e assumir o prejuízo não é demérito para ninguém, nos faz refletir sobre o que não deu certo de modo a não repetir os erros na próxima vez, por isso é fundamental que tenha começo, meio, fim e análise dos pontos positivos e negativos.

O sucesso de um projeto pode ser comparado ao sentimento de realização, fundamental na vida das pessoas e organizações, refletido na compra de um bem, numa viagem, venda de um produto ou serviço, atingimento de metas e no gol de uma partida de futebol.

Um projeto novo deve ser encarado como uma oportunidade de realização e não uma ameaça frente a suas dificuldades. Você concorda?

 

(*) Prof. Dr. Jose Eduardo Amato Balian

 Consultor empresarial

www.itdi.com.br

 jbalian@uol. com.br

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