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GESTÃO DE PROJETOS E CULTURA ORGANIZACIONAL: AMEAÇA OU OPORTUNIDADE?

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  Começar e terminar um projeto não é tarefa fácil para uma organização, pois os problemas são inúmeros, desde falta de pessoal, recursos físicos e tecnológicos, além das questões regulatórias e ambientais.   Uma barreira significativa é a cultura organizacional tanto no âmbito público como privado, pois envolve a capacidade de gestão do (s) executivo (s).   No setor público, os números são assustadores, no final de 2022, tínhamos 8,6 mil obras paralisadas e no ano seguinte no mesmo período 11 mil. Do novo PAC/2023, de 11.656 novas obras, 5.666 (49%) estão em “ação preparatória”, isto é, paradas, sem início. Cerca de 50% de todas as construções financiadas com recursos federais estão travadas. O prejuízo é de R$ 15,9 bilhões de reais investidos em estruturas que não foram concluídas. Falta planejamento, execução e controle. No setor privado, é raro identificar empresas sem projetos interrompidos e que a cultura organizacional não tenha papel relevante nesse p...

CAROS: “POR FRODO”

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  Tem sido frustrante o fato dos principais candidatos à Presidência da República se esquivarem das respostas sobre como atuarão frente as principais questões econômicas caso vençam a eleições de outubro próximo. Inflação fora da meta, taxa de juros estratosférica, tributação elevada e dúvida pública crescente, são pontos quase ignorados numa campanha caracterizada por difamar o adversário ao invés de propor e debater programas que abordem não só esses problemas como também os sociais, políticos e de igualdade e justiça que o Brasil possui atualmente. O avanço de 0,5% do PIB no 2º. trimestre combinado com a taxa de investimento de apenas 16,1% do produto interno bruto, projeta no final do ano, crescimento abaixo de 2%, e reforça que o modelo “gasto é vida” do Partido dos Trabalhadores se esgotou. São 381 empresas grandes pedindo recuperação judicial em 2026, somadas as 9 milhões de médias e pequenas com CNPJs negativados e mais 50% das famílias endividadas e sem condições de ...

CONFLITOS E MAIS INFLAÇÃO PARA 2027

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  (*) Balian As incertezas no rumo dos negócios em função das guerras e tarifas impostas pelo EUA não diminuem, somadas aos desajustes da economia brasileira e a polarização nas eleições para os principais cargos públicos programadas para outubro, tem dificultado o planejamento das organizações relativo ao alinhamento de vendas, produção e compras em todos os ramos de atividade. Se não bastasse essas adversidades, a Reforma Tributária teve sua largada dada em setembro de 2026 com a necessidade de as empresas optantes pelo Regime Tributário Simples definirem se vão migrar ou não para o Sistema Híbrido com pouca divulgação e esclarecimentos das autoridades competentes. A proposta da reforma introduz o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), ou seja, cinco impostos serão substituídos por dois IVAs: três tributos federais (PIS, Cofins e IPI) darão origem à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal e ICMS (estadual) e o ISS (municipal) serão unificados no form...

COMO VOCÊ SE POSICIONA FRENTE ÀS MUDANÇAS?

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  Parece ser da natureza humana resistir às mudanças. A primeira resposta é sempre um “não”, e estudos mostram a insegurança sobre o futuro como fator principal de se pensar ou fazer diferente algo se faz hoje. Quando se explica o porquê das alterações e suas consequências, as pessoas resistem menos e aceitam as mudanças. É um processo doloroso e se torna mais difícil numa sociedade onde o nível educacional é baixo e a cultura pelo aprendizado constante é fraca. Segundo dados do IBGE o Brasil possui 4,9% de analfabetos, cerca de 8,5 milhões de pessoas e mais 29% de analfabetos funcionais, isto é, três de cada dez brasileiros de 15 a 64 anos só conseguem ler palavras isoladas, frases curtas, ou apenas identificar números familiares, como contatos telefônicos, endereços e preços. Considerando os dois grupos, de uma população de 213 milhões de habitantes, 68 milhões de brasileiros, um em cada três, mal sabem ler e escrever e consequentemente possuem um desempenho no trabalho ins...

ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE ECONOMIA, INFARTO E NEGÓCIOS

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  (*) Balian Tem sido desalentador acompanhar a condução das políticas públicas a partir janeiro de 2022, quando o Presidente Lula tomou posse. Somado a esse fato, os três poderes, judiciário, legislativo e executivo, nunca estiveram tão desalinhados na condução de seus objetivos de justiça, segurança jurídica e qualidade de vida para os brasileiros, deixando todos perplexos e desapontados. O bom exemplo tem que vir de cima, o que não acontece, pois, toda semana “estouram” verdadeiros escanda-los de ordem econômica, social ou política. O foco aqui é a economia, mas respinga na política, pois a atual gestão faz tudo para se reeleger, sem qualquer preocupação com o bem público e a saúde econômica e financeira do país. Sua performance se caracteriza pelo descontrole fiscal, aumento da dívida pública e por juros elevados, inviabilizando cada vez mais a atividade produtiva, salvo para grupos empresariais muito próximos que estão se aproveitando da atual situação. O capitalis...

PRIORIZE A GESTÃO DE PORTIFÓLIO AO INVÉS DO CUSTO UNITÁRIO DE PRODUTOS E SERVIÇOS

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  (*) Balian Gestores de empresas de diversos setores e portes têm sido incentivados a priorizar o custo unitário de seus produtos e serviços, deixando em segundo plano a gestão do portfólio dessas ofertas. A justificativa está na variação de preços de matérias primas e serviços terceirizados e na cultura contábil voltada ao fisco e não às questões gerenciais de seu negócio. No entanto, o preço dado pelo mercado tem sido determinante, com exceção dos casos imperfeitos do lado dos produtores, como monopólios e oligopólios e dos consumidores, como monopsônios e oligopsônios. Determinar o custo, aplicar uma margem de lucro para se chegar no preço de venda que remunere o capital investido não é a realidade dos negócios há muito tempo. Ainda mais, para o cálculo do custo unitário, é necessário ratear os custos fixos e indiretos através de um critério, que por definição é subjetivo, arbitrário e questionável. Cada um levará a resultados diferentes, seja, por exemplo, hora-homem...

ÁGUAS DE MARÇO FECHANDO O VERÃO...

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  (*) Balian Se não bastasse as consequências do conflito EUA versus Irã com seus efeitos nos preços dos combustíveis, fertilizantes e produtos importados, os reflexos no governo brasileiro são preocupantes, pois ele parece atordoado, sem rumo, fruto da falta de um mínimo Plano de Desenvolvimento. Nesta altura do campeonato não há perspectivas favoráveis, uma vez que as irregularidades são imensas e as políticas públicas ineficazes. A subida dos preços dos transportes e a cópia de medidas para solucioná-la que não deram certo em momentos anteriores, trarão dificuldades ainda maiores para empresas e contribuintes ao longo desse ano. No final da gestão Lula3, a dívida pública deverá chegar a 80% do PIB e os juros anuais pagos superarão R$1trilhão de reais. Reduzir impostos, conceder subsídios ao diesel e tentar segurar os preços nas refinarias não elimina o choque, apenas o transfere dos preços para as contas públicas. No total, o custo deverá superar R$ 30 bilhões, que não...

MUDAR A JORNADA 6 X 1 É UMA QUESTÃO SUPER DELICADA NOS PAÍS EM DESENVOLVIMENTO

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  Alteração na jornada de trabalho deve ter um tratamento cuidadoso, seja num país desenvolvido, onde a população de analfabetos é mínima e possui formação em média dividida entre 45%/55% de cursos técnicos e superiores, ou em outro em desenvolvimento como o Brasil, que conta com 7% de analfabetos mais 22% de analfabetos funcionais. A relação da população qualificada é de 11%/16%, que somados a educação precária, taxas de juros e carga tributária elevadíssimas e reduzido investimento em pesquisa e desenvolvimento, menos de 3%, justificam a produtividade estagnada dos trabalhadores nacionais a décadas, com reflexos no crescimento do PIB e nível de qualidade de vida da população. Os números assustam, pois, um estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) estima que o custo do emprego formal aumentaria 25,1% ou R$ 178,8 bilhões, caso a jornada fosse reduzida para 36 horas semanais, para zerá-lo a produtividade teria que crescer 7,2% do dia para a noite. A medida provocaria redu...

JUROS ALTOS E SEUS EFEITOS NEGATIVOS AO LONGO DO TEMPO

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Na medida em que a inflação demora para convergir ao centro da meta de 3% ao ano, seja pelas condições internas ou externas adversas, seus efeitos ao longo do tempo têm sido devastadores para a economia como um todo, isto é, para o governo, empresas e famílias. Para combatê-la o BACEN subiu a taxa de juros e o pico atingiu 15% ao ano em junho/25 e deverá manter-se nesse patamar até março/26, quando dará início ao processo de redução de forma lenta e gradual. A economia terá que conviver com juros elevados e suas consequências negativas por um longo período ainda, isto é, altíssimas despesas financeiras pagas nas operações de crédito de pessoas físicas e jurídicas e rendimentos dos títulos públicos desembolsados pelo governo. Em 2025, fruto de sua irresponsabilidade fiscal do governo, a dívida pública total chegou a R$ 10,0 trilhões de reais e foram pagos mais e R$ 1,0 trilhão de reais de juros, 7,88% do PIB. Imagine parte significativa desse valor sendo investido na infraestrutur...

UMA SUGESTÃO PARA 2026: O GERENCIAMENTO DO TRIPÉ ENTRE FATURAMENTO, CAPITAL DE GIRO E PRODUTIVIDADE

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Diz-se, que a administração de empresas é a ciência do óbvio, fato que corroboro totalmente, no entanto, a dificuldade está em superar as resistências internas e tomar as decisões mais assertivas nas organizações. O ano de 2026 será atípico, com juros reais de 10%, eleições, copa do mundo e muitos feriados caindo em dias letivos espalhados ao longo do ano. A vida das organizações não será fácil e propomos para minimizar as adversidades um tripé de fundamentos que facilite a gestão baseado no equilíbrio entre a evolução do (i) faturamento , concomitante com nível de (ii) capital de giro e ganhos de (iii) produtividade fabril . O objetivo principal de todo executivo é maximizar a riqueza dos acionistas e a boa gestão desse tripé poderá contribuir de maneira efetiva para esse fim. Com relação ao (i) faturamento, nem sempre seu avanço vem acompanhado de rentabilidade adicional dos produtos e serviços. A empresa sabe vender? Isto é, possui processo detalhado desde a captação dos c...

A GESTÃO DA POLÍTICA FISCAL PRECISA SER LEVADA MAIS A SÉRIO PELO GOVERNO FEDERAL

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(*) Balian É sabido de todos que quanto mais se adia a solução de um problema, sua solução fica mais difícil, demorada e cara para o responsável. Os três poderes constituintes da república, executivo, legislativo e judiciário, sob a liderança do executivo, têm sido negligentes com a política fiscal, na medida em que ora excluem, ora validam despesas do cálculo do arcabouço e consequentemente aumentam o valor da dívida pública sem o menor constrangimento social. O mercado está inseguro, pois em outubro, a dívida chegou a R$ 9,9 trilhões de reais, 78,6% do PIB, cresceu 11 pontos porcentuais no governo Lula 3 e os agentes econômicos naturalmente para compra de papéis postulam juros mais elevados e prazos menores. A remuneração média gira em torno de 19% ao ano e o prazo médio de vencimento é de 4,14 anos. Só de juros acumulados até outubro foram gastos R$ 987,2 bilhões de reais, 9,88% do PIB. É bom lembrar que cerca de 25% da dívida vence em 2026, ano de eleições, copa do mundo e inúme...

ATÉ QUANDO VAMOS EMPURRAR OS PROBLEMAS COM A BARRIGA (II)?

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  (*) Balian No artigo (I), foi abordada a 1ª. questão relacionada a perda de tempo e a forma com os gestores públicos brasileiros preferem postergar e tomar medidas paliativas na resolução de problemas ao invés de solucioná-los de forma definitiva, relativa à Armadilha de Crescimento Baixo que o Brasil enfrenta a mais de duas décadas. Nesse artigo, será abordada uma 2ª. questão, o enorme DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA SOCIAL sem perspectiva de solução. Atualmente, temos cerca de 103 milhões de pessoas trabalhando, um recorde, no entanto, somente 45% com carteira assinada, 15% sem carteira assinada e 40% na informalidade. Do lado positivo, são 40 milhões de trabalhadores registrados, a massa salarial é cerca de R$ 355 bilhões de reais com rendimento médio de R$ 3.502. O desemprego está em 5,6%, correspondente a 6,1 milhões de pessoas, marcas históricas mínimas. Do lado negativo, 55% de quem trabalha contribui pouco ou quase nada para a previdência social. Para piorar a situação,...

ATÉ QUANDO VAMOS EMPURRAR OS PROBLEMAS COM A BARRIGA (I)?

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  (*) Balian Como dizem os filósofos, um item precioso que não conseguimos recuperar é o tempo, fator incontestável da realidade brasileira. Entra governo, sai governo, seja municipal, estadual ou federal, tem sido mais fácil postergar, tomar decisões paliativas, do que resolver as mazelas do subdesenvolvimento nacional a décadas. Admiro a França, um país que em pouco mais de um ano trocou seis 1º. Ministros, fundamentalmente, devido a divergências quanto ao Orçamento e Previdência Social. Algo inimaginável no Brasil, onde “tudo acaba em pizza”, vide última CPI, a do INSS. Destaco duas questões, nos artigos do Blog: A 1ª. primeira - ARMADILHA DE CRESCIMENTO BAIXO - Na reunião de novembro/25, o COPOM manteve corretamente a taxa de Selic em 15% ao ano, e deu a entender que por um “período prolongado”, com tudo mais ou menos constante, não mudará seu valor, que perfaz taxa de juros real de mais de 10% ao ano. Um mal terrível para a economia, pois projeta crescimento pífio do P...

VOCÊ TOMA DECISÕES BASEADA NUM CONJUNTO DE INDICADORES OU SOMENTE PELO FLUXO DE CAIXA?

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  Gerenciar um negócio na economia brasileira nunca foi tarefa fácil e cada vez mais são necessários dados e informação para se tomar decisões assertivas. Você concorda com essa ideia? Pois bem, não é uma unanimidade, muitos gestores baseiam-se exclusivamente no fluxo de caixa, que não deixa de ser um indicador, mas acreditamos que seja insuficiente frente as necessidades atuais de mercados interno e externo cada vez mais voláteis. Um indicador mostra a relação entre duas variáveis interrelacionadas, sua finalidade é a de permitir extrair tendências, compará-las entre si ao longo do tempo, com o que foi projetado e com a média do setor. Os mais adequados são aqueles através do quais, pode-se atuar sobre os resultados. Existem indicadores estáticos que refletem somente a situação passada da empresa. Os dinâmicos são mais oportunos, pois, permitem a operação sobre dados no presente, de modo a fixar metas, de curto, médio e longo prazo e estabelecer controles gerenciais. Ro...

SINUCA DE BICO: DESARANJO FISCAL, INFLAÇÃO, JUROS ALTOS E CRESCIMENTO BAIXO

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  Desde o início da gestão do Presidente Lula (3), o país está mergulhado num círculo vicioso que começa pela (i) desordem fiscal , na medida em que R$ 390 bilhões de reais foram excluídos do cálculo do arcabouço, passa pela (ii) inflação de 5,13% ao ano, desancorada e fora da meta de 3%, aumento da (iii) dívida pública para R$ 9,6 trilhões, 77,6% do PIB e impacto no (iv) crescimento do PIB de 2,16% para 2025, pífio e insuficiente frente as nossas necessidades. A prioridade do planalto não é o desenvolvimento e sim a reeleição de um presidente sem plano, foco e perspectiva. A taxa de juros real de 10% ao ano pode ser comparada aos efeitos negativos do cigarro ao corpo humano, pois o cigarro provoca lentamente nas pessoas problemas pulmonares e câncer e os juros altos nas empresas, processos de recuperação judicial, fechamentos e desinvestimento. É um ciclo inevitável. Os meses e anos passam e a sociedade não reage, estudantes, empresários, advogados, intelectuais estão inert...